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Comércio vai impulsionar mercado de trabalho

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O comércio do País deve voltar a impulsionar o mercado de trabalho em 2013. A previsão é de uma geração de 465 mil novos postos de trabalho formais no setor ao longo deste ano, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
 
Embora o Índice de Confiança dos Empresários do Comércio (ICEC) de janeiro tenha registrado queda de 1,6% na comparação com igual período de 2012, houve forte melhora na expectativa de contratação. "Em 2012, o emprego já tinha crescido bem. O comércio e os serviços responderam por cerca de 80% dos postos de trabalho criados.
 
Então, essa alta (na expectativa de novas contratações) foi surpreendente. Vamos ver se isso se confirma ao longo do ano", disse Fabio Bentes, economista da CNC. O comércio gerou 372 mil vagas com carteira assinada no ano passado.
 
O bom momento do emprego no comércio é creditado à expansão nas vendas. A previsão da CNC é de que o volume vendido no varejo avance 7,5% neste ano. "Um crescimento esperado de 7,5% nas vendas em 2013, em cima de um ano em que já cresceu 9%, é muito forte. Se a perspectiva de venda é boa, o empresário do comércio tem que contratar. Na indústria, o empresário faz investimento em equipamentos, mas o comércio é muito intensivo em mão de obra", lembrou Bentes.
 
Em janeiro, a avaliação dos empresários sobre a situação atual dos estoques também melhorou (1,2%), enquanto o nível de investimentos das empresas permaneceu estável. O indicador das expectativas do empresário, por sua vez, manteve-se equilibrado, mas ainda em patamar bastante otimista, aos 154 pontos, numa escala que vai de 0 a 200 pontos.
 
Por outro lado, o indicador que mede a percepção sobre as condições atuais teve recuo de 7,2% ante janeiro de 2012, com piora significativa nas avaliações sobre a economia, sobre o setor e sobre a empresa. 
 
Os preços no varejo paulistano fecharam 2012 com alta de 4,02% em relação ao ano anterior, indica o Índice de Preços no Varejo (IPV), divulgado ontem pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP).
 
O aumento ficou abaixo do registrado entre 2011 e 2010, quando os preços subiram 4,09%. O indicador teve alta de 0,64% em dezembro ante novembro, completando cinco meses consecutivos de aumento. De acordo com a nota oficial da entidade, os preços nos supermercados acumularam alta de 9,4%; as padarias, de 13,7%; e as feiras livres, 12,1%. Segundo a Fecomercio-SP, os três grupos somados atingem pouco mais de 40% do IPV, "tendo em vista sua relevância no orçamento das famílias que têm renda entre um e dez salários mínimos", explica a nota.
 
Segundo a pesquisa, os subgrupos que mais se elevaram no segmento de supermercados foram os cereais (arroz, feijão e milho), cuja alta atingiu 35,6% no ano, seguido de tubérculos (31,6%). As aves comercializadas nos açougues acumularam variação positiva de 29,1% em 2012. Outros grupos que favoreceram a trajetória de alta do
indicador no acumulado de janeiro a dezembro foram: vestuário, tecidos e calçados (2,1%), drogarias e perfumarias (4,1%), material de construção (4%), móveis e decoração (4%) e autopeças e acessórios (4,1%).
 
Por outro lado, influenciado pela isenção fiscal do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), o indicador de veículos recuou 6%, sendo de 7,4% o decréscimo percebido em automóveis usados e 6,1% em automóveis novos. A Fecomercio-SP explica que a ação exerceu pressão negativa no IPV ao longo do ano e será revertido a partir de janeiro, quando o imposto voltará a ser cobrado de forma gradual.
 
Outro grupo que registrou baixa foi o de combustíveis e lubrificantes, cujo acumulado em 2012 ficou em menos 1,6%. Já os eletrodomésticos, igualmente favorecidos pela redução do IPI, encerraram 2012 acumulando um declínio de 0,7%, sendo 4,8% nos produtos da linha branca.
 
Para a Fecomercio-SP, 2013 conta com alguns aspectos que deverão manter os preços estáveis, como uma expectativa de menor pressão nos preços das commodities agrícolas e a ausência de fenômenos climáticos tal como o El Niño e o La Niña. Por outro lado, o retorno do IPI nos automóveis, nos produtos da linha branca e em móveis deve causar perturbações nos preços do varejo.
 
Varejo cresceu 7,3%, diz Boa Vista
 
O setor de comércio brasileiro registrou aumento de 7,3% no movimento em todo o ano passado, desempenho inferior ao visto em 2011, conforme dados da Boa Vista Serviços, divulgados ontem. Segundo o indicador de movimento do comércio, que passará a ser divulgado mensalmente pela administradora do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), em 2011 o crescimento havia sido de 7,9%.
 
No mês passado, o movimento do comércio foi 0,2% menor ante novembro, sem considerar efeitos sazonais. Por contar com as vendas de Natal, o mês de dezembro é tido como o mais importante para o varejo.
 
"O crescimento experimentado pelo varejo no primeiro trimestre não se sustentou com a mesma intensidade ao longo do ano pelo arrefecimento apresentado na economia brasileira", afirmaram os economistas responsáveis pelo indicador, em nota.
 
Os primeiros meses de 2012 foram favorecidos por fatores como aumento de 14% do salário mínimo e medidas de incentivo adotadas pelo governo. "Porém, houve uma retomada do crescimento das atividades no varejo no último trimestre, o que pode indicar uma recuperação da atividade econômica", disseram.
 
O setor de consumo sofreu uma desaceleração generalizada em 2012, que começou a dar indícios no ano anterior, em meio a um ambiente de maior cautela dos consumidores, que contiveram gastos e priorizaram a liquidação de dívidas.
 
Diante deste cenário, as medidas adotadas pelo governo para incentivar o consumo no País – incluindo menores juros e maior oferta de crédito – começaram a se refletir na ponta da cadeia apenas a partir do segundo semestre.
 
O índice representa o nível de atividade do setor varejista e é obtido a partir da série histórica mensal da quantidade de consultas efetuadas à base de dados da Boa Vista. O setor de supermercados, alimentos e bebidas foi responsável pelo melhor desempenho dentre os segmentos analisados pela Boa Vista, com crescimento de 9,3% ante 2011.
 
Na sequência, o segmento de combustíveis e lubrificantes avançou 6,6%. O varejo de móveis e eletrodomésticos fechou 2012 com alta de 5,8%, refletindo a desoneração de imposto, como parte das medidas governamentais. Já o segmento de tecidos, vestuário e calçados apurou o menor ritmo de expansão, de 3%.
 
O setor de vestuário foi um dos mais penalizados pelo cenário de contenção de gastos desde meados de 2011 e começou a ensaiar uma recuperação na segunda metade do ano passado, com os consumidores ainda priorizando a compra de outros itens, como alimentos.

Fonte: Diário do Comércio / Estadão Conteúdo / Reuters

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