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Autopeças faturam 9,3% a mais no acumulado do ano

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Utilização da capacidade instalada do setor volta ao nível pré-crise (MÁRIO CURCIO, AB)

O faturamento do setor de autopeças no acumulado de janeiro a julho registrou alta de 9,3% sobre os mesmos sete meses do ano passado. O resultado total do setor foi prejudicado pelas exportações. Embora a venda às montadoras tenha crescido 12,5% no período, os ganhos com o mercado externo anotaram queda tanto na análise em reais (-3,3%) como em dólares (-12,2%). Os números foram divulgados pelo Sindipeças, entidade que reúne fabricantes do setor.

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Chama a atenção a boa ocupação da capacidade instalada. Por três meses seguidos (de maio a julho) ela permaneceu em 73%. Fato semelhante não ocorria desde o início de 2014 pelo levantamento do Sindipeças. Já o emprego no setor anota queda de 2,6% no acumulado do ano e variação positiva de 1,1% na análise dos últimos 12 meses.

MERCADO DE REPOSIÇÃO CRESCE 6,6%

De janeiro a julho de 2019, as vendas ao mercado de reposição registraram alta de 6,6% sobre iguais meses do ano passado. A participação média do pós-venda no faturamento de 2019 foi de 13,5%. A fatia das exportações foi de 17%. A parcela das montadoras nas vendas foi de 65,4%. Os 4,1% restantes foram vendas intrassetoriais, aquelas que ocorrem entre os fabricantes do setor de autopeças.

 

Déficit na balança de autopeças recua 40,4%

Resultado decorre da forte redução das importações no acumulado de janeiro a julho (MÁRIO CURCIO, AB)

déficit na balança comercial de autopeças somou de janeiro a julho US$ 2,4 bilhões, registrando queda de 40,4% ante os mesmos sete meses do ano passado. A redução do déficit decorre da forte retração de 20,5% nas importações de componentes (somaram US$ 6,7 bilhões no acumulado) pelo menor ritmo da produção automotiva.
As exportações também recuaram, mas 2,4% apenas, totalizando US$ 4,3 bilhões no período. Os números foram divulgados pelo Sindipeças, entidade que reúne fabricantes do setor. O acumulado do ano mostra que os embarques anotaram queda em dez dos 20 principais destinos das autopeças brasileiras.

Os Estados Unidos se consolidam como principal comprador das autopeças brasileiras. O país ultrapassou a Argentina em junho e no acumulado dos sete meses já absorveu US$ 926,8 milhões em componentes brasileiros, 22% a mais que no mesmo período do ano passado. A participação dos Estados Unidos nos embarques brasileiros foi de 21,4% no período e a da Argentina, 20,5%.
No caminho oposto, a China se mantém como maior fornecedor de autopeças para o Brasil. Nestes sete meses foram US$ 995,6 milhões em componentes. A queda nas compras da China (-7,3%) é bem menor que a redução total (-20,5%) nas importações. A Alemanha permanece como segundo maior fornecedor ao Brasil, com US$ 878,1 milhões e queda de 11,7%. Entre os 20 maiores fornecedores de autopeças ao Brasil, somente Paraguai e Holanda anotaram vendas em alta no acumulado de 2019.

Fonte: Automotive Business

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