Siga-nos:

Alta da carga tributária causa impactos preocupantes

Compartilhar:

2017 foi o terceiro ano consecutivo de alta, quando o percentual ficou em 32,43%. Pelos dados divulgados pela Receita Federal, é o maior índice já registrado desde 2013 (por Mauro Fontes)

De acordo com o balanço divulgado pela Receita Federal, a carga tributária no Brasil atingiu 32,43% do Produto Interno Bruto (PIB) no ano passado. Foi o terceiro ano seguido de alta e é o maior percentual registrado, desde 2013, quando o índice chegou a 32,55%. Os dados apontam que a alta foi provocada pelo aumento de 1,4% na arrecadação tributária de União, Estados e municípios, e grande parte do impacto foi registrado em bens e serviços.

Um dos principais impactos dessa alta carga tributária é a desaceleração econômica, provocada por uma série de fatores, que passam pela falta de incentivo de investimentos no País, aumento indireto da inflação e redução do PIB. É como avalia o consultor financeiro e CEO da Contabilivre, Mauro Fontes. Com base nos números divulgados pela Receita, o especialista revela preocupação. “Essa alta dos tributos afeta diretamente as relações de consumo e terá consequências fortes na economia”, afirma. “Não é fácil para o contribuinte carregar nas costas todo ônus financeiro quando vai comprar um produto ou contratar um serviço”, completa.

É uma reação em cadeia, explica o consultor. Quando há aumento do PIS, da Cofins e da CIDE (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico), por exemplo, há também acréscimo nos valores da gasolina, do pãozinho, etc. O reflexo disso é o repasse para o consumidor final, que acaba tendo de arcar financeiramente por todo esse processo e, consequentemente, vem a inflação. “O consumidor muitas vezes não está atento, mas ao comprar um café com leite na padaria, ele está pagando por toda a cadeia produtiva destes produtos”, explica Mauro. Não só: ele esclarece que há casos em que os impostos podem corresponder a 80% do preço da mercadoria, conforme números do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT).

Mas a inflação é apenas um dos problemas provocados pelo sistema tributário no País. O regime atual é quem determina os impostos a serem cobrados no produto final. “Uma companhia precisa custear vários tipos de impostos nas esferas municipal, estadual e federal. E mesmo com os tributos sendo recolhidos para o Governo, funcionando como ‘moeda de troca’ – já que a verba seria revertida em serviços públicos – a alta carga tributária acaba sufocando o setor financeiro e contábil de uma empresa”, enfatiza Mauro.

Assim, a tributação do jeito que é processada no país afeta tanto a competitividade do país em relação aos demais, como também na economia interna. “Se a população tem menos dinheiro para gastar, ela vai comprar menos, certo? Comprando menos, a economia não gira, a produção despenca, não há contratações, o desemprego aumenta e o tão esperado crescimento do país não acontece”.

 

Mauro Fontes, 44 anos, é formado em contabilidade e administração de empresas, e atua há mais de vinte anos no mercado corporativo. Hoje, CEO da Contabilivre, ele é dono de uma habilidade ímpar em oferecer consultoria contábil e tributária para empresas de diferentes portes. Mauro também é palestrante e mentor na área de empreendedorismo e gestão financeira.  Com a informatização dos órgãos públicos, a ideia de oferecer contabilidade de forma prática, simples e totalmente online surgiu para ele como algo muito natural. Assim surgiu a Contabilivre, que une grandes paixões de Mauro: a tecnologia e a possibilidade de ajudar empreendedores a prosperar e ter sucesso.

 

Informações para a imprensa:

Vivi Melém

jornalismo@keypress.com.br

Tel. (11) 3266-3638/ (11) 99340-5722

Nenhum comentário

Deixe um comentário